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Indústria naval cria mapeamento para atender a exigência de conteúdo local

industria-naval-estaleiroDepois de anunciado o pacote do Plano Brasil Maior pela presidente Dilma Rousseff, no valor de R$ 60 bilhões para proteger o mercado nacional contra a enxurrada de mercadorias importadas, a indústria naval brasileira quer garantias de metas e investimentos específicos para a cadeia de fornecedores com o intuito de incentivar a exigência imposta pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) em relação ao índice de conteúdo local e atrair a vinda de novos fabricantes para o Brasil.

Para isso, o Sindicato Nacional da Indústria da Construção, Reparação Naval e Offshore (Sinaval) com o apoio da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), irá apresentar à Petrobras um mapeamento do índice de nacionalização da indústria naval brasileira. O objetivo é estimular a petroleira a aumentar a contratação de equipamentos locais e atrair fornecedores estrangeiros das diversas etapas da cadeia produtiva do setor. Uma prévia do estudo apontou que a indústria naval do país é capaz de atender 70% do conteúdo total dos navios petroleiros, 63% das plataformas flutuantes de produção e armazenamento de petróleo (FPSOs) e 61% de conteúdo para navios de apoio.


O presidente do Sinaval, Franco Papini, informou que o Sindicato já recebeu mais de 20 empresas estrangeiras interessadas em produzir equipamentos para estaleiros e armadores, assim como, ampliar investimentos no País de olho na demanda do pré-sal. Segundo Papini, geradores, propulsores e bombas, que antes eram importados, ganharam escala para fabricação no País com a demanda da Petrobras e do pré-sal. “O Brasil é a bola da vez. A Petrobras é a líder em prospecção de petróleo em águas profundas. Está prospectando na Costa Oeste da África e no Golfo do México. Por isso, o fornecedor tem que ser competitivo internacionalmente porque, com ele (fornecedor) participarão os asiáticos e europeus”, ressaltou Papini.

Para Papini, um dos gargalos no setor naval é a demanda por motores de geração de energia e de propulsão que não tem escala suficiente para que se coloque uma fábrica no país. "Podemos, sim, trazer esses componentes para que seja montado aqui e, paulatinamente, desenvolver a cadeia de fornecedores", disse.

Após tomar posse, oficialmente, da presidência da Petrobras, em fevereiro, Graça Foster sinalizou em seu discurso que, um dos pedidos feitos pela presidente Dilma Rousseff foi todo em prol do conteúdo local na fabricação de plataformas, sondas e embarcações para a estatal. Dilma pediu que sua gestão dê prioridade ao aumento do índice de nacionalização. Nas futuras licitações, a ordem seria quebrar pacotes para dar mais oportunidades a fabricantes locais. O termo se opõe à concorrência fechada, na qual o vencedor é responsável por todo o módulo.

EUA cobram menos conteúdo local para o pré-sal

Durante seminário que fez parte da programação oficial da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, semana passada, o subsecretário de Comércio e Comércio Internacional dos Estados Unidos, Francisco Sánchez expôs a sua revolta sobre a política de conteúdo local adotada pelo Brasil. “Acho que o Brasil estaria bem servido se desse uma segunda olhada nessas políticas (de exigência de conteúdo nacional) para que tivesse acesso à melhor tecnologia e know-how logo no início do processo (de exploração do pré-sal)", disse Sánchez.

Fonte: NN Petróleo